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Em 09.10.17
Fora do pódio, Brasil ressalta finais em Montreal: "Seguimos entre os melhores"

 

Futebol Sertanejo

Com Reportagem Especial: Joanna de Assis e Marcos Guerra

(GloboEsporte.com)

 

A meta era voltar ao pódio, e o Brasil ficou muito perto disso no Mundial de Montreal, com o quarto lugar de Thais Fidelis no solo. Apesar de não conseguir medalhas, a seleção brasileira teve seu desempenho aprovado na competição, que terminou no domingo. O coordenador Marcos Goto ressaltou as quatro finais que os brasileiros conseguiram alcançar no Canadá.

- Desde o início tínhamos traçado como objetivo vir com atletas que tinham maior possibilidade de finais. Conseguimos cumprir uma parte. Competimos com quatro atletas, e três pegaram finais. O Arthur Zanetti e a Thais Fidelis estão entre os melhores do mundo em um aparelho. A nossa cota para este começo de ciclo está concluída. Mesmo sem pódio, continuamos entre os melhores do mundo, somos uma potência olímpica - disse o coordenador.

O resultado do Brasil em Montreal está aquém do sucesso da Olimpíada do Rio de Janeiro, quando foram conquistadas três medalhas: pratas com Arthur Zanetti e Diego Hypolito e um bronze com Arthur Nory. Marcos Goto explica que foi justamente o desgaste dos Jogos em casa que impediu um desempenho melhor dos brasileiros no Mundial.

- Todo mundo está se recuperando ainda. Não estão 100%. Foi um ciclo massacrante para eles. A competição era na nossa casa, e eles tinham como função e objetivo subir no pódio e ter o maior número de medalhas. Esse grupo que competiu na Olimpíada foi um grupo que trabalhou demais. Esse grupo que competiu na Olimpíada está colhendo "os frutos maus", que são as lesões. O que estamos fazendo? Reestruturando. É recuperar. Ano que vem está aí.

Todos os dez ginastas que representaram o Brasil na Olimpíada tratarem ao menos uma lesão depois dos Jogos. Arthur Zanetti, Arthur Nory, Diego Hypolito, Sérgio Sasaki e Rebeca Andrade passaram por procedimentos cirúrgicos. Rebeca foi a que mais rápido se recuperou e chegou ao Mundial como maior esperança de medalhas para o Brasil, mas sofreu uma lesão no joelho às vésperas da competição, no aquecimento para o treino de pódio.

O melhor resultado do Brasil em Montreal foi justamente com a única ginasta que não participou do ciclo olímpico do Rio. Quarta colocada no solo e 24ª no individual geral, Thais ainda era juvenil no ano passado.

Arthur Zanetti ainda não recuperou 100% da força depois da cirurgia no ombro. Ele chegou a considerar sua apresentação na classificatória vergonhosa, mas não tem de fato motivo para se envergonhar. Depois de três medalhas em Mundiais e duas em Olimpíadas, continuou na elite com a sétima colocação em Montreal mesmo em um ano mais leve de treinos.

Caio Souza ficou na reserva na Olimpíada, mas também sofreu o desgaste de lutar por uma vaga na equipe brasileira. Ele passou por cirurgia nos dois pés e ainda não recuperou todas as dificuldades de suas séries, especialmente no solo e no salto. Ainda assim conseguiu o 15º posto no individual geral e sua primeira final em Mundiais.

Arthur Nory foi o único a ficar fora das finais. Bronze no solo da Rio 2016, ele ainda não recuperou todas as dificuldades de suas séries. Até teve boas apresentações nas apresentações de solo e barra fixa, as únicas que fez em Montreal. Só que errou os cálculos na barra fixa, mudou sua série no meio do exercício e não teve o resultado esperado. Se fizesse sua série mais difícil e acertasse como no treino de pódio, Nory teria grandes chances de medalha.

O Brasil foca suas atenções em recuperar seus ginastas para o Mundial de 2018, em Doha. Vai ser o primeiro evento pré-olímpico. A princípio, estão na equipe feminina Thais, Rebeca, Flávia Saraiva, Daniele Hypolito e Fabiane Valentin, promissora juvenil que só chega à categoria adulta no ano que vem. O time masculino hoje conta com Zanetti, Nory, Caio e Francisco Barretto, que foi cortado do Mundial por lesão um dia antes do embarque para o Canadá.

Além deles, outros reforços podem compor a equipe no Catar. Entre os homens, Sérgio Sasaki planeja voltar a treinar depois de um ano sabático. Diego Hypolito deve se recuperar da cirurgia na coluna e também pode entrar no time. A equipe feminina pode contar mais uma vez com Jade Barbosa e Lorrane dos Santos, atletas olímpicas.

 

 


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